Em Leiria, o Benfica até saiu na frente, mas Gonçalo Inácio e Sarabia fizeram a reviravolta que deu o título aos Leões

Criada em 2007/08, a Taça da Liga é uma das competições mais recentes no futebol português. É o popular troféu de inverno que dá, de certa forma, um alento ao torcedor logo após a virada do ano. Nesta temporada, ele vinha justamente a calhar tanto para o Benfica quanto para o Sporting. Ambos vem de resultados negativos e o título dá um chute na crise e renova o astral para a corrida atrás do Porto no Campeonato. No fim, veremos que o lado verde de Lisboa levou a melhor nessa disputa.

O primeiro tempo do clássico foi como se esperava. Mais transpiração do que inspiração. As 23 faltas nos 45 minutos iniciais retratam bem isto. Jogo físico, cauteloso e de muita reclamação de ambas as partes. O Sporting vinha melhor, mas quem destravou o placar primeiro foi o Benfica. Aos 23′, Morato achou Grimaldo que serviu Cebolinha. O atacante brasileiro cortou o zagueiro Neto e acertou um chute firme para estufar as redes de Adán.

O Benfica saiu na frente, mas isso não desfaz a partida apagadíssima do time. Sem criatividade, a equipe contava apenas com a velocidade de Everton e esperava João Mário tirar um passe do bolso. Não aconteceu.

Com a conquista, Rúben Amorim chega ao seu 3° título consecutivo da Taça da Liga. Em 2019/20 venceu com o Braga e nas últimas duas temporadas com o Sporting. O treinador com mais títulos é Jorge Jesus com 6.

O Sporting jogava melhor e era uma questão de tempo que os gols saíssem. Vieram na segunda parte. Logo aos 49′, Sarabia cobrou escanteio na cabeça de Gonçalo Inácio. O zagueiro da Seleção sub-21 de Portugal subiu mais alto que Morato e empatou o marcador. Detalhe é que o lance que originou o escanteio foi uma rebatida entre a defesa encarnada, algo simbólico para a atual fase do clube.

Rúben Amorim lançou o time para frente e colocou Porro. Foi do lateral espanhol o lançamento preciso para achar Sarabia livre no meio da defesa benfiquista e chutar para o fundo das redes, sem qualquer chance para Odysseas. É o dedo do treinador no resultado e a qualidade técnica do plantel leonino.

Jogadores do Sporting comemoram o título da Taça da Liga junto com o Jubas, o mascote do clube. Reprodução: @ligaportugal
Jogadores do Sporting comemoram o título da Taça da Liga junto com o Jubas, o mascote do clube. Reprodução: @ligaportugal

Com o título, o Sporting chega a sua 4ª Taça da Liga da história, sendo estas conquistas recentes. Das últimas 5 edições, a Turma de Alvalade venceu 4. Do outro lado, o Benfica, que é o maior vencedor com 7 troféus, segue sem vencer desde 2015/16.

Não existe senso de justiça no futebol, mas, no fim das contas, foi justa a vitória do Sporting. Desde o princípio foi mais organizado, criou mais oportunidades, dominou o rival e o mais importante: converteu isto tudo em gols. O Benfica segue a saga de um time ‘milionário’ sem troféus. Parece estar mais perdido do que nunca, mas isto não importa no momento. O foco é para o Sporting, o campeão da Taça da Liga da temporada 2021/21.