Os encarnados são o clube português com mais finais da Liga dos Campeões
*Observação: Antes de começar a leitura, vale relembrar que a Taça dos Clubes Campeões Europeus foi a antecessora da Liga dos Campeões da Europa, que foi introduzida no ano de 1992.
Pouca gente sabe, mas o Benfica já esteve em 7 finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus, a atual Liga dos Campeões. Entretanto, o desempenho não foi dos melhores. Das 7, os encarnados conquistaram apenas dois troféus e são os portugueses com mais títulos, ao lado do Futebol Clube do Porto.
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Se por um lado o Benfica não tem um bom aproveitamento em finais de Champions, seu rival tem. O Porto quando chega, sempre conquista. Foi assim em 1986/87 e em 2003/04
Antes de falar das derrotas, é o momento de exaltar as glórias do bicampeão europeu que alcançou esta marca de forma consecutiva contra dois clubes espanhois.
1960/61: Benfica 3-2 Barcelona
A primeira ‘orelhuda’ conseguida conseguida pelos benfiquistas simbolizou um grande feito na história do futebol. O Benfica foi responsável por encerrar a hegemonia de cinco troféus seguidos do Real Madrid de Di Stefano e Puskás. Aliás, desde que a competição tinha surgido em 1961, os merengues haviam conquistado todas as edições até o Benfica romper essa escrita.
Para ter alcançado este feito, o Benfica comandado por Bela Guttmann venceu o rival histórico do Real: o Barcelona. Na final disputada em Berna, na Suíça, os encarnados venceram por 3 a 2 e assim conquistaram o primeiro troféu português e o primeiro de um time que não fosse o Real Madrid.
Os húngaros Kocsis e Zoltán Czibor marcaram para o clube blaugrana, enquanto José Águas, Antonio Ramallets (contra) e Mário Coluna fizeram os gols do Benfica.

1961/62: Benfica 5-3 Real Madrid
O segundo troféu veio justamente na edição seguinte. Desta vez, em Amsterdã, a final disputada foi contra o próprio Real Madrid e colocou frente a frente Alfredo Di Stéfano, que na altura tina 35 anos, e a promessa de 20 anos chamada Eusébio. Puskás fez questão de marcar um hat-trick, mas Águas, Cavém, Coluna e os 2 gols de Eusébio deram a vitória aos portugueses que conseguiram levar o bicampeonato de forma consecutiva.

Eusébio nasceu em 1942 no atual Moçambique, mas que na época era colônia portuguesa. Por isso, um dos melhores futebolistas de todos os tempos atuou com a camisa da Seleção das Quinas
O Benfica que também estaria na sua 3ª final consecutiva da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Em 1962/63, em Wembley, buscava seu tricampeonato, porém, desta vez, não teve o mesmo sucesso dos dois anos anteriores. Os benfiquistas não foram páreos para o Milan de Gianni Rivera, Cesare Maldini e Giovanni Trapattoni e perderam por 2 a 1. Inclusive, em 1990, ambos se reencontrariam em mais uma final com o mesmo desfecho feliz para os rossoneros.
As finais perdidas
62/63: Milan 2-1 Benfica
64/65: Inter 1-0 Benfica
67/68: Manchester United 4-1 Benfica
87/88: PSV 0-0 Benfica (6×5 pen)
89/90: Milan 1-0 Benfica
Com este retrospecto, o Benfica é o 2° time com mais vices na história da Liga dos Campeões. A líder nesse quesito é a Juventus com 7 vices, seguido de Benfica e Bayern com 5.
Atualmente é improvável vermos um Benfica disputando novamente uma final de Liga dos Campeões, principalmente pela disparidade financeira entre os clubes. Apesar disso, é importante lembrar como as águias foram dominantes na década de 1960 ao quebrar recordes e serem impulsionados por Eusébio, um dos maiores jogadores de todos os tempos.
E, para infelicidade dos encarnados, este Benfica que relembramos está longe de ser o clube que bem acumulando eliminações precoces e insucessos em solo europeu.