Em jogo sem grandes emoções, Taremi brindou o torcedor com um gol de bicicleta já ao cair do pano
O Estádio Ramón Sánchez Pizjuán foi o palco das quartas-de-finais da Champions League entre Chelsea e Porto. O resultado da semana passada foi favorável para os ingleses. Mason Mount e Chilwell marcaram e deram a vantagem de 2-0. Para este jogo, Sérgio Conceição surpreendeu a todos na escalação. Com a volta dos seus dois artilheiros da temporada, Taremi e Sérgio, somente o português começou nos 11 titulares. Com isso, Marega jogou isolado na frente com Grujic, Sérgio, Otávio, Tecatito na linha do meio campo.
A primeira etapa foi bem burocrática. O Porto tinha mais a bola, mas, na maior parte do tempo, faltava criatividade para romper a linha defensiva montada pelos ingleses. A aposta foi no jogo aéreo e na força. Nesse sentido, Grujic foi importante dentro do jogo. Contudo, a melhor jogada da primeira parte foi a la Porto. Em lançamento direto de Mbemba para Tecatito, o mexicano ganhou no corpo de Chilwell e apareceu na frente de Mendy, mas chutou por cima da baliza. A outra chance foi em saída errada do goleiro do Chelsea e a bola sobrou também para Tecatito, que foi bloqueado por Jorginho.
Do outro lado, o Chelsea não dava espaços e apostava nos contra-ataques. Era um jogo sem muita emoção, que ninguém ameaçava, mas também não sofria. O problema é que semana passada o jogo já tinha sido 2-0 para o Chelsea, então o Porto teria apenas 45 minutos para fazer, no mínimo, 2 gols.

O segundo tempo não foi muito diferente. O Porto começou a usar mais a bola aérea com mais frequência, mas a maior parte dos cruzamentos era interceptado por Thiago Silva e Rudiger. Sérgio Conceição decidiu então colocar Taremi e logo na primeira bola do avançado iraniano, ele cabeceou para boa defesa de Mendy. Foi a primeira finalização na direção do gol da partida.
Entretanto, a mudança não surtiu tanto efeito e o Chelsea começou a ser mais perigoso nos contra-ataques com Pulisic e Mount e um Porto sem criatividade. Conceição mexeu mais algumas vezes com Luis Díaz, Nanu, Evanílson e Fábio Vieira, mas sem que alterasse muito o futebol que vinha sendo jogado. O Porto jogava claramente fora da sua zona de conforto. Um time acostumado ao contra-ataque, precisava propor o jogo e achar espaços na defesa adversária.
Já nos acréscimos, Taremi fez o provável gol mais bonito da sua carreira. Nanu acerta um cruzamento na medida para o iraniano marcar de bicicleta em uma partida de quarta de final da Champions League. A bola foi no ângulo superior esquerdo de Mendy, que ficou imóvel no centro da baliza. O Porto abria o placar, mas já era tarde demais. Depois disso, somente uma jogada de Evanílson dentro da área, que o avançado, ex-Fluminense, ficou pedindo a marcação da penalidade, porém sem sucesso. O Porto já estava eliminado da Champions League.
Em saldo final, a segunda partida ficou muito aquém das expectativas. Nos 90’, tivemos apenas 3 finalizações na direção do gol, sendo 2 do Porto. A verdade que o resultado de semana passada moldou totalmente a eliminatória e custou caro aos azuis e brancos de Portugal.
Mas isso não retratou a campanha que o Porto fez. Foi derrotado apenas uma vez na fase de grupos para o Manchester City na Inglaterra, eliminou a Juventus nas oitavas e apresentou um bom futebol durante as 10 partidas que disputou na Europa, sendo o último clube eliminado fora das 5 principais ligas. É um motivo de orgulho para o torcedor portista que voltará todas as suas energias para a reta final do campeonato português. Ainda há em disputa o título e vaga direta na próxima Champions.